“Comer com sofreguidão. Consumir como o fogo que devora tudo. Devorar com os olhos, com avidez, paixão…”
A necessidade de deixar claro tudo que sinto aprisionado dentro de mim foi maior. Não o lado romântico, mas o que acende o romantismo.
Não me contive, fui pesquisar alguns significados de “devorar”. E não existe um que deixe de explicar o que sinto quando os olhos grandes de um ELE especial pousam em meus seios desnudos que se oferecem de ardor.
Vida latina com o fogo aquecido. Desejos. Quero ser a pluma que se esfrega em seu peito, que lhe faz cócegas nas orelhas e depois enlouquece a sua boca.
A boca que na minha faz massagens que nem acredito existirem. Confesso que os pensamentos são uivos. As delicias um presente. Que coisa sentir a paixão na pele, os arrepios com as unhas de seus dedos que deixam marcas na alma. A língua que me molha, umedece e me espanca de prazer.
Não quero ser mulher encanada, nem que os desejos deixem de se mexer na cama. Tenho o homem certo que me acende, e como a labareda desperta os seus membros sobre mim.
Lembranças que reacendem o nosso sexo...
Me devora com seus dentes afiados e deixe marcas em minha vida. Morda a minha nuca e tatue o seu estilo. Me cubra de tudo que é seu.
Me devore com o apetite do homem maduro. O que aprendeu que sexo é bom sem limites. Eu ofereço a minha liberdade, a da mulher que se entrega e por quem você se ajoelha e beija os pés.
Quero estar como sua para sempre. Poder ter a carne quente que tanto gosta. A pele sedosa que acaricia com as mãos lindas. As que consigo ver cicatrizes. Poucas, mas inesquecíveis.
Homem voraz. O jeitinho doce. Falsas esperanças. Que se pode desejar mais da vida senão ter um amor fatal e orgasmos múltiplos? Já tenho o que preciso e o que falta, encontro em ti.
Me tira do sério. Deturpa e embola meus caminhos. Me faz de gata porque vou acreditar que sou linda.
Sei que é mais fácil ter algo certo do que incerto. O dormir sem graça onde nada de bom acontece. Sexo esporádico e de olhos fechados. Mas estou em outra etapa de minha vida. Podem me achar liberta demais, mas de certo é a ponta de inveja de quem não consegue ser livre e estar em êxtase com a felicidade.
Não quero ser a mulher fantasma na vida de um homem. Quero ser consumida e perceber a saudade de um homem. Momentos. Páginas escritas. Nada mais.
Sou apaixonada por um roteiro. As cenas que vivemos valem mais do que os parágrafos pelos quais choramos. Ninguém é tão correto, nos perdoamos e seguimos em frente.
Não me deixe com a paixão eterna. O encontro dos desencontros que deu certo. Vem de longe e diz que o cansaço vale à pena. O dono do banquete que ofereço com prazer. A dose certa do elixir que tinge a minha vontade súbita de loucura.
Para sempre e por onde for, por favor, esteja aqui - Ao meu lado.
Wednesday, 5 October 2011
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém...
Tuesday, 26 October 2010
Wednesday, 29 September 2010
Sobre confiança.
De uma vez por todas, sinta-se inteira como sendo o amor que você busca nos olhares e espelhos do mundo. Você já é aquilo que espera ouvir de um homem. Você já está na ilha paradisíaca de seus sonhos, abraçada e acariciada com declarações de amor. No momento em que você sente que precisa de amor, a carência inunda seu corpo até o ponto em que você precisará de outro olhar para voltar a ser bela.
Para você também: seu amor nunca será dele para que seja sempre dele. Enquanto você transpirar amor por todo lado, terá o que oferecer e portanto poderá ser totalmente dele. No instante, porém, que você precisar dele para respirar, você não mais conseguirá oferecer e terá de exigir o amor dele.
Você se lembra dos momentos em que mais foi feliz e aberta? Na maioria deles, havia um outro em cena? Sem querer, vinculamos todas essas sensações a uma ou outra pessoa. Se elas deixarem de proporcionar essas sensações, você será obrigada a buscar um outro que resgate todas as alegrias e toda a beleza que você já vivenciou. Um outro homem que você ache que vê beleza em você e movimente tudo aquilo que você desconfia da existência mas não sabe bem como encontrar. E esse homem pode não ser aquele. Aquele outro que você deixou ir embora por seus medos e incertezas idiotas e infantis. Aquele que era perfeito e você só pensava em ser perfeita como ele. E que ele já achava você mais que perfeita. E aí já será tarde demais...
Sinta agora seu corpo, inspire sua beleza, deite-se sobre a certeza de que você já é mulher. Totalmente, inteiramente, deliciosamente mulher. Como a face feminina do amor, ofereça-se ao mundo de corpo e alma. E se ainda quiser causar dor nos homens, produza um outro tipo de dor, if you know what I mean...
…
Para você também: seu amor nunca será dele para que seja sempre dele. Enquanto você transpirar amor por todo lado, terá o que oferecer e portanto poderá ser totalmente dele. No instante, porém, que você precisar dele para respirar, você não mais conseguirá oferecer e terá de exigir o amor dele.
Você se lembra dos momentos em que mais foi feliz e aberta? Na maioria deles, havia um outro em cena? Sem querer, vinculamos todas essas sensações a uma ou outra pessoa. Se elas deixarem de proporcionar essas sensações, você será obrigada a buscar um outro que resgate todas as alegrias e toda a beleza que você já vivenciou. Um outro homem que você ache que vê beleza em você e movimente tudo aquilo que você desconfia da existência mas não sabe bem como encontrar. E esse homem pode não ser aquele. Aquele outro que você deixou ir embora por seus medos e incertezas idiotas e infantis. Aquele que era perfeito e você só pensava em ser perfeita como ele. E que ele já achava você mais que perfeita. E aí já será tarde demais...
Sinta agora seu corpo, inspire sua beleza, deite-se sobre a certeza de que você já é mulher. Totalmente, inteiramente, deliciosamente mulher. Como a face feminina do amor, ofereça-se ao mundo de corpo e alma. E se ainda quiser causar dor nos homens, produza um outro tipo de dor, if you know what I mean...
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Sunday, 12 September 2010
Não levem em consideração literal tudo que aqui despejo. São só hormônios e doses de drama extravasados.
Busco nas palavras um conforto pra alma abalada de miscelâneas sentimentais o que soaria tristeza demais sem motivos aparentes para ouvintes leigos. Não sinto, na realidade, com tanto afinco cada citação ou comentário escrito. Soa mais como uma auto-ajuda desnecessária, mas de suma carência momentânea.
Resumindo: é tudo superficial e ao mesmo tempo entranhado demais para que queiram entender. Sou uma Rainha do Drama.
Busco nas palavras um conforto pra alma abalada de miscelâneas sentimentais o que soaria tristeza demais sem motivos aparentes para ouvintes leigos. Não sinto, na realidade, com tanto afinco cada citação ou comentário escrito. Soa mais como uma auto-ajuda desnecessária, mas de suma carência momentânea.
Resumindo: é tudo superficial e ao mesmo tempo entranhado demais para que queiram entender. Sou uma Rainha do Drama.
Clara para mim.
Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir.
O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se entendesse.
Ando de um lado para outro, dentro de mim. Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros.
O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se entendesse.
Ando de um lado para outro, dentro de mim. Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros.
Paradoxos Lispectorianos.
"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
"Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa."
"Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa."
Friday, 20 August 2010
Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura o bastante ainda. Ou nunca serei.
C.L.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura o bastante ainda. Ou nunca serei.
C.L.
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